sábado, 16 de outubro de 2010
Palmares 1999 - Natiruts
A cultura e o folclore são meus
Mas os livros foi você quem escreveu
Quem garante que palmares se entregou
Quem garante que Zumbi você matou
Perseguidos sem direitos nem escolas
Como podiam registrar as suas glórias
Nossa memória foi contada por vocês
E é julgada verdadeira como a própria lei
Por isso temos registrados em toda história
Uma mísera parte de nossas vitórias
É por isso que não temos sopa na colher
E sim anjinhos pra dizer que o lado mal é o candomblé
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A influência dos homens bons deixou a todos ver
Que omissão total ou não
Deixa os seus valores longe de você
Então despreza a flor zulu
Sonha em ser pop na zona sul
Por favor não entenda assim
Procure o seu valor ou será o seu fim
Por isso corre pelo mundo sem jamais se encontrar
Procura as vias do passado no espelho mas não vê
E apesar de ter criado o toque do agogô
Fica de fora dos cordões do carnaval de salvador
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
REPÚDIO À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E AO RACISMO NO TOCANTE ÀS AGRESSÕES SOFRIDAS PELAS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA NA PARAÍBA
Nos últimos dias (07 e 10 de outubro) tem circulado material anônimo (impresso, e-mails e vídeos na internet) desqualificando e desrespeitando as religiões de matriz africana com a divulgação de imagens associando-as ao culto de “entidades demoníacas”. Acrescenta-se o fato de que estas mensagens associam pessoas negras como praticantes do “satanismo”.
Essa manifestação (covarde, discriminatória, racista e intolerante) tem explícito intuito eleitoreiro, uma vez que vincula-se um dos candidatos ao cargo de governador da Paraíba como adepto das práticas “satânicas” afirmando que o mesmo estabeleceu um acordo com o sobrenatural para garantir sua vitória eleitoral. Esse tipo de atitude apenas serve para desvirtuar as questões importantes de uma campanha eleitoral, que deve se pautar por um debate de propostas para a sociedade e não lançar mão de práticas discriminatórias e intolerantes, que distorcem imagens, reforçam/reproduzem preconceitos e constroem discursos injuriosos.
As imagens utilizadas são de uma sacerdotisa/Ialorixá, de alguns representantes do movimento social negro paraibano e de gestores/as públicos. Todas as pessoas que aparecem nos materiais divulgados estavam numa escola pública de João Pessoa, realizando a abertura de evento público, no qual se discutia a Intolerância Religiosa na Paraíba. Nesse evento a participação do poder público, com a presença do então prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho e da Secretária de Educação, Ariane Sá, que exerciam o dever como administradores públicos, buscando “incentivar o diálogo entre movimentos religiosos sob o prisma da construção de uma sociedade pluralista, com base no reconhecimento e no respeito às diferenças de crença e culto”, conforme orienta o Plano Nacional dos Direitos Humanos III.
Não querendo adentrar as questões políticas eleitorais, manifestamos nosso REPÚDIO aos que não respeitam a diversidade religiosa e aos que querem restringir o direito de se vivenciar as religiosidades afrobrasileiras. Primeiro endemonizando racialmente seus praticantes, ao criar uma associação intrínseca entre negritude e satanismo. Segundo, colocando um vídeo que permaneceu na internet por algumas horas. Terceiro, produzindo panfletos que foram entregues aos moradores de alguns bairros de João Pessoa. Quarto, enviando e-mails com conteúdos difamatórios e discriminatórios.
A divulgação desse tipo de informação distorce a importância histórica e cultural das religiosidades negras, das sacerdotisas/ialorixás que são guardiãs da memória de povos arrancados do continente africano e foram escravizados no Brasil, e tenta impor uma visão de que a religião dos orixás é falsa, satânica e com prática restrita a população negra. Difundindo, portanto, uma postura intolerante, discriminatória e racista.
Além da forma preconceituosa, discriminatória e intolerante pelo qual se referiam as religiões afrobrasileiras, destacaram vários monumentos artísticos, ditos como “estátuas”, e como materialização da “consagração de nossa capital paraibana ao satanás”. O autor (ou autora) desse material discriminatório, mais uma vez, mostra-se sem condições de cumprir as regras de convivência respeitosa e descumpre vários marcos legais que regulam a vida em sociedade, de maneira, que cabe a nós, grupos, núcleos, articulações e organizações negras na Paraíba destacar alguns dos muitos preceitos legais que foram desrespeitados e exigir a punição legal dos responsáveis pela elaboração e distribuição do material que discrimina as religiões de matriz africana:
· “Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos, conforme consta no Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948);
· “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: Inciso VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”, asseverado no Artigo 5º da Constituição (Cidadã) de 1988;
· “Serão punidos, na forma desta Lei os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”, determinações do Art. 20 da Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997.
· Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa, conforme determinações do Art. 20 da Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997.
Sem dúvida, vivemos num sistema democrático dotado de mecanismos para combater práticas intolerantes e racistas, como a mencionada no material divulgado na Paraíba que demoniza as manifestações religiosas de matriz africana, e não podemos assistir este tipo de ataque. Os/as responsáveis por semelhantes atos de preconceito, discriminação racial, intolerância devem ser submetidos/as ao rigor da lei para serem julgados/as. Assim se fortalece a prática republicana e democrática brasileira, afinal, todos, inclusive a população negra, tem direito de ter direitos.
Por tudo isso, nós, ativistas na luta antirracista e, que compomos grupos, núcleos, articulações e organizações negras na Paraíba dizemos não à INTOLERÂNCIA RELIGIOSA e ao RACISMO, bem como exigimos respeito a nossa história, nossa cultura e as nossas expressões religiosas.
Assinam:
Articulação da Juventude Negra – Paraíba
BAMIDELÊ – Organização de Mulheres Negras na Paraíba
FICAB: Federação Independente de Cultos Afrobrasileiros do Estado da Paraíba
Instituto de Referência Étnica-IRE
Movimento Negro Organizado da Paraíba/MNO-PB
Núcleo de Estudantes Negras e Negros da UFPB/NENN
Rede de Mulheres de Terreiros
Essa manifestação (covarde, discriminatória, racista e intolerante) tem explícito intuito eleitoreiro, uma vez que vincula-se um dos candidatos ao cargo de governador da Paraíba como adepto das práticas “satânicas” afirmando que o mesmo estabeleceu um acordo com o sobrenatural para garantir sua vitória eleitoral. Esse tipo de atitude apenas serve para desvirtuar as questões importantes de uma campanha eleitoral, que deve se pautar por um debate de propostas para a sociedade e não lançar mão de práticas discriminatórias e intolerantes, que distorcem imagens, reforçam/reproduzem preconceitos e constroem discursos injuriosos.
As imagens utilizadas são de uma sacerdotisa/Ialorixá, de alguns representantes do movimento social negro paraibano e de gestores/as públicos. Todas as pessoas que aparecem nos materiais divulgados estavam numa escola pública de João Pessoa, realizando a abertura de evento público, no qual se discutia a Intolerância Religiosa na Paraíba. Nesse evento a participação do poder público, com a presença do então prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho e da Secretária de Educação, Ariane Sá, que exerciam o dever como administradores públicos, buscando “incentivar o diálogo entre movimentos religiosos sob o prisma da construção de uma sociedade pluralista, com base no reconhecimento e no respeito às diferenças de crença e culto”, conforme orienta o Plano Nacional dos Direitos Humanos III.
Não querendo adentrar as questões políticas eleitorais, manifestamos nosso REPÚDIO aos que não respeitam a diversidade religiosa e aos que querem restringir o direito de se vivenciar as religiosidades afrobrasileiras. Primeiro endemonizando racialmente seus praticantes, ao criar uma associação intrínseca entre negritude e satanismo. Segundo, colocando um vídeo que permaneceu na internet por algumas horas. Terceiro, produzindo panfletos que foram entregues aos moradores de alguns bairros de João Pessoa. Quarto, enviando e-mails com conteúdos difamatórios e discriminatórios.
A divulgação desse tipo de informação distorce a importância histórica e cultural das religiosidades negras, das sacerdotisas/ialorixás que são guardiãs da memória de povos arrancados do continente africano e foram escravizados no Brasil, e tenta impor uma visão de que a religião dos orixás é falsa, satânica e com prática restrita a população negra. Difundindo, portanto, uma postura intolerante, discriminatória e racista.
Além da forma preconceituosa, discriminatória e intolerante pelo qual se referiam as religiões afrobrasileiras, destacaram vários monumentos artísticos, ditos como “estátuas”, e como materialização da “consagração de nossa capital paraibana ao satanás”. O autor (ou autora) desse material discriminatório, mais uma vez, mostra-se sem condições de cumprir as regras de convivência respeitosa e descumpre vários marcos legais que regulam a vida em sociedade, de maneira, que cabe a nós, grupos, núcleos, articulações e organizações negras na Paraíba destacar alguns dos muitos preceitos legais que foram desrespeitados e exigir a punição legal dos responsáveis pela elaboração e distribuição do material que discrimina as religiões de matriz africana:
· “Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos, conforme consta no Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948);
· “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: Inciso VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”, asseverado no Artigo 5º da Constituição (Cidadã) de 1988;
· “Serão punidos, na forma desta Lei os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”, determinações do Art. 20 da Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997.
· Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa, conforme determinações do Art. 20 da Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997.
Sem dúvida, vivemos num sistema democrático dotado de mecanismos para combater práticas intolerantes e racistas, como a mencionada no material divulgado na Paraíba que demoniza as manifestações religiosas de matriz africana, e não podemos assistir este tipo de ataque. Os/as responsáveis por semelhantes atos de preconceito, discriminação racial, intolerância devem ser submetidos/as ao rigor da lei para serem julgados/as. Assim se fortalece a prática republicana e democrática brasileira, afinal, todos, inclusive a população negra, tem direito de ter direitos.
Por tudo isso, nós, ativistas na luta antirracista e, que compomos grupos, núcleos, articulações e organizações negras na Paraíba dizemos não à INTOLERÂNCIA RELIGIOSA e ao RACISMO, bem como exigimos respeito a nossa história, nossa cultura e as nossas expressões religiosas.
Assinam:
Articulação da Juventude Negra – Paraíba
BAMIDELÊ – Organização de Mulheres Negras na Paraíba
FICAB: Federação Independente de Cultos Afrobrasileiros do Estado da Paraíba
Instituto de Referência Étnica-IRE
Movimento Negro Organizado da Paraíba/MNO-PB
Núcleo de Estudantes Negras e Negros da UFPB/NENN
Rede de Mulheres de Terreiros
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Segunda-feira não!
Segunda-feira. Torci muito pra você não chegar.
Ainda são 11:30 da manhã e já estou com dor de cabeça, depois de tomar consciência do tanto de coisa que terei que fazer esse mês, essa semana, hoje.
Por que, Segunda-feira, você me aterroriza desse jeito?
Logo eu que procuro fazer tudo tão direitinho, que cumpri com o meu dever cívico ontem...
Foi por que bebi depois?
Mas não foi por mal! Era só pra agüentar o que estava por vir na apuração.
É por que não tou conseguindo organizar meu tempo direito?
Tá, vou fazer uma tabelinha no Exel com meus horários.
Não? Não é por isso?
Então, Segunda-feira, eu me rendo!
Desisto de tentar lhe entender.
Acabe logo com o restinho de mim, pra eu não ter que te agüentar mais hoje!
Ainda são 11:30 da manhã e já estou com dor de cabeça, depois de tomar consciência do tanto de coisa que terei que fazer esse mês, essa semana, hoje.
Por que, Segunda-feira, você me aterroriza desse jeito?
Logo eu que procuro fazer tudo tão direitinho, que cumpri com o meu dever cívico ontem...
Foi por que bebi depois?
Mas não foi por mal! Era só pra agüentar o que estava por vir na apuração.
É por que não tou conseguindo organizar meu tempo direito?
Tá, vou fazer uma tabelinha no Exel com meus horários.
Não? Não é por isso?
Então, Segunda-feira, eu me rendo!
Desisto de tentar lhe entender.
Acabe logo com o restinho de mim, pra eu não ter que te agüentar mais hoje!
sábado, 2 de outubro de 2010
Você vai se quiser
Pô, Noel, podia ter ficado sem essa, hein...
Você vai se quiser...
Não se deve obrigar a trabalhar,
Mas não vai dizer depois
Que você não tem vestido
Que o jantar não dá pra dois
Todo cargo masculino
Desde o grande ao pequenino
Hoje em dia é da mulher
E por causa dos palhaços
Ela esquece que tem braços
Nem cozinhar ela quer
Os direitos são iguais,
Mas até nos tribunais
A mulher faz o que quer
Cada um que cate o seu
Pois o homem já nasceu
Dando a costela à mulher
Você vai se quiser...
Não se deve obrigar a trabalhar,
Mas não vai dizer depois
Que você não tem vestido
Que o jantar não dá pra dois
Todo cargo masculino
Desde o grande ao pequenino
Hoje em dia é da mulher
E por causa dos palhaços
Ela esquece que tem braços
Nem cozinhar ela quer
Os direitos são iguais,
Mas até nos tribunais
A mulher faz o que quer
Cada um que cate o seu
Pois o homem já nasceu
Dando a costela à mulher
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Grupos de extermínio - Pocinhos - PB
"Eu estou solto, mas não sou mais livre, vivo sob ameaça de morte", denuncia um dos sete integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) torturados violentamente no dia 30 de abril deste ano na Fazenda Cabeça de Boi, localizada em Pocinhos. De acordo com com a o trabalhador N.T.A., durante a ação que teria sido comandada pela proprietária da fazenda, Maria do Rosário Magno Cavalcante, e policiais militares encapuzados - os militantes sofreram ameaças e foram sucessivamente espancados. Seus corpos foram molhados com gasolina e eles teriam permanecido seis horas sob ameaça de serem queimados vivos. Ele afirma ter sido o único a ser levado à uma casa da fazenda incendiada com ele dentro. "Fui queimado vivo", relembrou o trabalhador abalado.
Mário Gomes de Araújo, ouvidor de Polícia da Secretaria da Segurança e Defesa Social da Paraíba confirma que as queimaduras foram detectadas no exame do corpo de delito, solicitado pelo órgão, após a denúncia de tortura. N.T.A.e seu companheiro de militância, O.S.M, ainda teriam permanecido trinta e quatro dias num presídio de Campina Grande e soltos após pressão dos advogados do MST e do Incra.
"Nosso trabalho é receber as denúncias, apurar o envolvimento de policiais nas ações e encaminhá-las ao secretário de Segurança e comandante da Polícia Militar", esclareceu Mário. Ele revela que 80% dos casos que chegam à Ouvidoria têm envolvimento das polícia civil ou militar. Destes, pelo menos três seriam resultantes da ação de grupos de extermínio. "De cada dez processos, oito têm participação comprovada de policiais", garante o ouvidor.
O confronto em Pocinhos ocorreu quando os manisfetantes montaram acampamento às margens da BR230 próximo à propriedade, decretada improdutiva em dezembro de 2008, e em processo de desapropriação para ser destinada à reforma agrária. O militante denuncia ainda que o tenente da PM, Jonathan Midori Yassak teria comandado os policiais militares encapuzados. "Durante aquele horror, ele tirou o capuz e disse que era meu pesadelo", garante.
O envolvimento da polícia é apontado no caso do assassinato de Odilon Bernardo da Silva Filho, morto a tiros de espingarda na noite do dia 29 de julho deste ano em Aroeiras. Ex-líder do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), ele denunciava o uso indevido do dinheiro público .
http://www.jornalonorte.com.br/2009/08/22/diaadia7_0.php
Mário Gomes de Araújo, ouvidor de Polícia da Secretaria da Segurança e Defesa Social da Paraíba confirma que as queimaduras foram detectadas no exame do corpo de delito, solicitado pelo órgão, após a denúncia de tortura. N.T.A.e seu companheiro de militância, O.S.M, ainda teriam permanecido trinta e quatro dias num presídio de Campina Grande e soltos após pressão dos advogados do MST e do Incra.
"Nosso trabalho é receber as denúncias, apurar o envolvimento de policiais nas ações e encaminhá-las ao secretário de Segurança e comandante da Polícia Militar", esclareceu Mário. Ele revela que 80% dos casos que chegam à Ouvidoria têm envolvimento das polícia civil ou militar. Destes, pelo menos três seriam resultantes da ação de grupos de extermínio. "De cada dez processos, oito têm participação comprovada de policiais", garante o ouvidor.
O confronto em Pocinhos ocorreu quando os manisfetantes montaram acampamento às margens da BR230 próximo à propriedade, decretada improdutiva em dezembro de 2008, e em processo de desapropriação para ser destinada à reforma agrária. O militante denuncia ainda que o tenente da PM, Jonathan Midori Yassak teria comandado os policiais militares encapuzados. "Durante aquele horror, ele tirou o capuz e disse que era meu pesadelo", garante.
O envolvimento da polícia é apontado no caso do assassinato de Odilon Bernardo da Silva Filho, morto a tiros de espingarda na noite do dia 29 de julho deste ano em Aroeiras. Ex-líder do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), ele denunciava o uso indevido do dinheiro público .
http://www.jornalonorte.com.br/2009/08/22/diaadia7_0.php
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
IBGE: Entre os mais escolarizados, mulheres ganham 58% do que recebem os homens
Mesmo com maior escolaridade, as mulheres têm rendimento médio inferior ao dos homens. Em 2009, o total de mulheres ocupadas recebia cerca de 70,7% do rendimento médio dos homens ocupados. No mercado formal essa razão chegava a 74,6%, enquanto no mercado informal o diferencial era maior, e as mulheres recebiam 63,2% do rendimento médio dos homens.
A diferença era ainda maior entre os mais escolarizados: as mulheres com 12 anos ou mais de estudo recebiam, em média, 58% do rendimento dos homens com esse mesmo nível de instrução. Nas outras faixas de escolaridade, a razão era um pouco mais alta (61%). Entre 1999 e 2009, as disparidades pouco se reduziram.
O trabalho doméstico é um nicho ocupacional feminino por excelência, no qual 93% dos trabalhadores são mulheres. Em 2009, 55% delas tinham entre 25 e 44 anos, e a porcentagem de pardas era de 49,6%. Um percentual expressivo de trabalhadoras domésticas (72,8%) não possuía carteira de trabalho assinada; a média de anos de estudo era de 6,1, e o rendimento médio ficava na ordem de R$395,20.
Enquanto, em 2009, as mulheres trabalhavam em média 36,5 horas (em todos os trabalhos) semanais, para os homens a carga era de 43,9 horas. Nos trabalhos informais, a média caía a 30,7 horas para as mulheres e a 40,8 horas para os homens. Já nas ocupações formais, tanto para as mulheres (40,7 horas) quanto para os homens (44,8), a média de horas trabalhadas era maior que as 40 horas semanais.
Quando se analisa a média de horas trabalhadas por grupos de escolaridade tanto os homens quanto as mulheres com 9 a 11 anos de estudos trabalham mais do que os seus pares nos demais grupos. As mulheres com escolaridade mais baixa trabalham menos do que aquelas com mais de 12 anos de estudo, enquanto o inverso ocorre para os homens: aqueles com maior escolaridade trabalhavam menos do que os outros.
Apesar do aumento da taxa de atividade das mulheres, essas permanecem como as principais responsáveis pelas atividades domésticas e cuidados com os filhos e demais familiares. No Brasil, a média de horas gastas pelas mulheres a partir dos 16 anos de idade em afazeres domésticos é mais do que o dobro da média de horas dos homens. Em 2009, enquanto as mulheres de 16 anos ou mais de idade ocupadas gastavam em média 22,0 horas em afazeres domésticos, os homens nessas mesmas condições gastavam, em média, 9,5 horas.
A questão dos afazeres domésticos vista pela escolaridade mostra que as mulheres ocupadas com 12 anos ou mais de estudo passavam menos tempo se dedicando aos afazeres domésticos (17,0 horas semanais), quando comparadas às mulheres com até 8 anos de estudo (25,3 horas semanais).
http://www.ecodebate.com.br/2010/09/20/ibge-entre-os-mais-escolarizados-mulheres-ganham-58-do-que-recebem-os-homens/
A diferença era ainda maior entre os mais escolarizados: as mulheres com 12 anos ou mais de estudo recebiam, em média, 58% do rendimento dos homens com esse mesmo nível de instrução. Nas outras faixas de escolaridade, a razão era um pouco mais alta (61%). Entre 1999 e 2009, as disparidades pouco se reduziram.
O trabalho doméstico é um nicho ocupacional feminino por excelência, no qual 93% dos trabalhadores são mulheres. Em 2009, 55% delas tinham entre 25 e 44 anos, e a porcentagem de pardas era de 49,6%. Um percentual expressivo de trabalhadoras domésticas (72,8%) não possuía carteira de trabalho assinada; a média de anos de estudo era de 6,1, e o rendimento médio ficava na ordem de R$395,20.
Enquanto, em 2009, as mulheres trabalhavam em média 36,5 horas (em todos os trabalhos) semanais, para os homens a carga era de 43,9 horas. Nos trabalhos informais, a média caía a 30,7 horas para as mulheres e a 40,8 horas para os homens. Já nas ocupações formais, tanto para as mulheres (40,7 horas) quanto para os homens (44,8), a média de horas trabalhadas era maior que as 40 horas semanais.
Quando se analisa a média de horas trabalhadas por grupos de escolaridade tanto os homens quanto as mulheres com 9 a 11 anos de estudos trabalham mais do que os seus pares nos demais grupos. As mulheres com escolaridade mais baixa trabalham menos do que aquelas com mais de 12 anos de estudo, enquanto o inverso ocorre para os homens: aqueles com maior escolaridade trabalhavam menos do que os outros.
Apesar do aumento da taxa de atividade das mulheres, essas permanecem como as principais responsáveis pelas atividades domésticas e cuidados com os filhos e demais familiares. No Brasil, a média de horas gastas pelas mulheres a partir dos 16 anos de idade em afazeres domésticos é mais do que o dobro da média de horas dos homens. Em 2009, enquanto as mulheres de 16 anos ou mais de idade ocupadas gastavam em média 22,0 horas em afazeres domésticos, os homens nessas mesmas condições gastavam, em média, 9,5 horas.
A questão dos afazeres domésticos vista pela escolaridade mostra que as mulheres ocupadas com 12 anos ou mais de estudo passavam menos tempo se dedicando aos afazeres domésticos (17,0 horas semanais), quando comparadas às mulheres com até 8 anos de estudo (25,3 horas semanais).
http://www.ecodebate.com.br/2010/09/20/ibge-entre-os-mais-escolarizados-mulheres-ganham-58-do-que-recebem-os-homens/
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
EUA executam a primeira mulher desde 2005
Teresa Lewis se tornou a primeira mulher a ser executada nos Estados Unidos desde 2005, após receber uma injeção letal na prisão de Greensville, no estado da Virgínia na noite desta quinta-feira (23/9).
Uma intensa campanha que pedia clemência por supostos problemas mentais da presa não conseguiu impedir que as autoridades aplicassem a injeção letal a Teresa, a 12ª mulher executada no país desde que foi restaurada a pena de morte, em 1976.
A mulher, de 41 anos, morreu às 21h13 locais (22h13 de Brasília), minutos depois da hora de execução prevista, após passar seu último dia em uma cela sem janelas, vigiada exclusivamente por mulheres e depois de se reunir com seus advogados, seu filho, sua filha e seu neto de um ano.
Um jantar repleto de calorias, com dois peitos de frango fritos, ervilhas com manteiga, refrigerante, torta de chocolate alemã e bolo de maçã, foi seu último desejo, segundo os funcionários da prisão.
Teresa estava no corredor da morte desde 2003, quando foi declarada culpada de ter ordenado dois homens, um deles seu amante, a assassinar seu marido e seu enteado, Julian e Charles Lewis, em 2002.
Seus advogados insistiram até o último momento que seu QI (Quociente de Inteligência), de 72, estava perto do limite legal do retardamento mental, 70, o que a impedia de planejar uma estratégia assassina e a tornava uma vítima da manipulação de um dos autores de fato do crime.
Os quase quatro mil pedidos de indulto que chegaram nos últimos meses ao escritório do governador da Virgínia, Robert McDonnell, procedentes em sua maioria de grupos de saúde mental, mas também de representantes da União Europeia e inclusive do escritor John Grisham, não impediram que o político rejeitasse a revisão da pena.
Os pedidos também não convenceram os membros do Tribunal Supremo, que na terça-feira ignoraram uma apelação para que a pena fosse trocada para a prisão perpétua, último recurso dos advogados de defesa.
Apesar de os dois homens que cometeram os assassinatos terem sido condenados à cadeia perpétua, a Justiça considerou que foi ela quem planejou o crime a sangue frio, com o objetivo de ficar com o dinheiro do seguro de vida de seus familiares, e por isso merecia uma sentença mais severa que a de seus cúmplices.
"Teresa Lewis é a pessoa mais malvada que conheci", disse à imprensa local David Grimes, fiscal do condado de Pittsylvania. "Não há ninguém que a conhecesse antes dos fatos e que pensasse que era retardada mental ou que poderia ser".
Seu advogado, James Roncap, insistiu esta semana que um dos cúmplices da acusada tinha assumido que a convenceu que tinha que matar seu marido, e que ela sofria um transtorno de personalidade que a fazia dependente.
Teresa, que repetiu à imprensa que lamentava profundamente seus crimes, tornou-se nos últimos anos uma conselheira para outras mulheres na prisão de Fluvanna, onde ficou detida até sábado passado.
Na manhã de sua execução, ela afirmou ao canal televisivo local WTVR que foi confortada por sua fé e pelo canto de hinos religiosos.
"Tenho a esperança de que algo mudará. Mas se hei de ir para junto de Jesus, sei que será o melhor", disse.
Na Virgínia, o estado que conta com mais execuções depois do Texas, nenhuma mulher tinha sido executada até esta quinta-feira desde que Virgínia Christian, uma empregada negra de 17 anos que tinha matado sua patroa, morreu eletrocutada em 1912.
Quase um século depois, os métodos mudaram, mas 52 mulheres seguem esperando a data de sua execução nos Estados Unidos, onde há cerca de 3.260 presos esperando para serem executados.
Fonte: Opera Mundi
domingo, 19 de setembro de 2010
Televisão de Cachorro
Me revolto com alguns estudantes babacas sem perspectiva crítica alguma.
Parecem cachorrinhos famintos babando pelo galeto na vitrine.
São os verdadeiros telespectadores da Televisão de Cachorro, fabricada para causar tanta euforia e admiração, que se absorve (em processo de osmose) completamente tudo o que se vê, balançando o rabinho, com a linguinha do lado de fora, e dizendo: "Poxa, poxa, que lindo! Amo muito tudo isso!".
Parecem cachorrinhos famintos babando pelo galeto na vitrine.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Saudades daquele tempo em que eu não fazia nada, e ainda acreditava que a gente veio ao mundo pra ser feliz.
'Ser feliz' é uma coisa bem relativa.
Essa semana fiquei extremamente feliz quando vi uma pessoa que eu amo muito feliz.
Mas fiquei extremamente triste com algumas coisas mirabolantes que andei lendo.
É tão mais fácil acreditar que a gente veio ao mundo pra ser feliz!
Mas agora tou cansada e infeliz demais pra escrever sobre isso.
'Ser feliz' é uma coisa bem relativa.
Essa semana fiquei extremamente feliz quando vi uma pessoa que eu amo muito feliz.
Mas fiquei extremamente triste com algumas coisas mirabolantes que andei lendo.
É tão mais fácil acreditar que a gente veio ao mundo pra ser feliz!
Mas agora tou cansada e infeliz demais pra escrever sobre isso.
Assinar:
Postagens (Atom)




